Depressão e Neurofeedback

Extensivo aos diversos Transtornos de Humor:

  • Distúrbio bipolar (maníaco depressivo);
  • Ciclotimia;
  • Distimia (Depressão crônica).

O tratamento da Depressão, por meio dos equipamentos importados de Neurofeedback e a técnica The Learning Curve (TLC) do Americano, Master in Science, Peter Van Deusen, tem sido bastante satisfatório desde 1994.

A curva da aprendizagem cerebral, na língua inglesa, THE LEARNING CURVE (TLC) é uma técnica desenvolvida por Peter Van Deusen, em 1994 com a ajuda da sua equipe que trabalhava e estudava o efeito deste modelo padronizado de atendimento em usuários que apresentavam transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em 4 consultórios na cidade de Atlanta nos Estados Unidos da América (EUA).

Este modelo se consolidou a partir do ano de 2001, quando, então, já haviam experimentado seus protocolos de atendimento, não somente em pacientes com TDAH, mas também em pessoas com transtornos de humor, déficit de aprendizagem, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), dependência química, lesões cerebrais, convulsões, paralisia cerebral, acidente vascular encefálico (AVE), acidente vascular cerebral (AVC), esclerose múltipla, mal de Parkinson, distúrbios de sono, transtornos alimentares, transtornos dolorosos e fadiga.

Há diversos estudos (ARNS et al., 2009; GEVENSLEBEN et al., 2009; MORIYAMA et al., 2012) demonstrando a relação entre as diferentes frequências e os estados mentais. As frequências lentas, que são as ondas delta e teta, parecem ter a função de possibilitar que o indivíduo fique para dentro da mente, ou seja, possa imaginar e dormir. As frequências médias parecem estar relacionadas aos estados onde os indivíduos ficam tranquilos e presentes, observando sem processar, mas, em alto desempenho. Por último, as frequências rápidas parecem ter a função de processar com detalhes, envolvendo sequências e hierarquias, caracterizando assim, o estado lógico racional.

Cada onda (lenta, média ou rápida) tem seu lugar de predomínio no cérebro. Dessa forma, o lado esquerdo, por estar ligado às emoções positivas e motivação, espera-se a predominância de ondas rápidas que o deixa ativo. Já o lado direito, por trazer a entonação da tristeza, medo, raiva, irritação e isolamento, não deve ficar mais ativo do que o esquerdo. Com isso, esperam-se mais ondas médias e não ondas de processamento neste lado direito.

Assim, o tratamento com a curva da aprendizagem cerebral de Peter Van Deusen, associada aos equipamentos de Neurofeedback permitem reprogramar o cérebro desfazendo as inversões que ocasionam a depressão, possibilitando que o hemisfério esquerdo possa trabalhar numa frequência de ondas mais altas ou de processamento e que o hemisfério direito possa apenas auxiliar o esquerdo com a entonação da emoção e não ficar mais ativo.

Referências:

ARNS, M., DE RIDDER, S., STREHL, U., BRETELER, M., AND COENEN, A. 2009. Efficacy of neurofeedback treatment in ADHD: The effects on inattention, impulsivity and hyperactivity: A meta-analysis. Clinical EEG &Neuroscience 40(3): 180-189.

GEVENSLEBEN, H., HOLL, B., ALBRECHT, B., VOGEL, C., et al. 2009. Is neurofeedback an efficacious treatment for ADHD? A randomised controlled clinical trial. JournalofChildPsychologyandPsychiatry 50(7): 780-789.

MORIYAMA TS, POLANCZYK G, CAYE A, BANASCHEWSKI T, BRANDEIS D E ROHDE LA. Evidence-Based Information on the Clinical Use of Neurofeedback for ADHD.Neurotherapeutics. 2012; 9: 588-598.

 

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